A MAIOR OFERTA DE CARNE BOVINA NO MUNDO DEPENDE DE NÓS
A produção mundial de carne bovina precisa dobrar em
quatro décadas para atender ao crescente da proteína
vermelha. Atualmente, globalmente são produzidas
228 milhões de toneladas; em 2050, serão necessárias 463
milhões/t para atender às necessidades crescentes da população
mundial. A afirmação não é de um pecuarista apaixonado,
mas da própria Organização das Nações Unidas para Agricultura
e Alimentação (FAO), e faz os inimigos da atividade pensarem
duas vezes antes de criticá-la por questões ambientais. Afinal,
antes de mais nada é preciso colocar alimentos de qualidade à
disposição dos consumidores e isso a pecuária está fazendo –
além disso, como enfatiza a FAO, precisa fazer com intensidade
ainda maior. A pergunta que não quer calar é: que país, a não
ser o Brasil, tem condições de aumentar exponencialmente,
a oferta de carne bovina em muito pouco tempo? Os Estados
Unidos não têm mais terra para ocupar com a pecuária. Pelo
contrário, sofre pressão para reduzir as áreas de confinamento,
cada vez mais próximas das cidades; a Austrália está no seu
limite e passou por anos difíceis, com estiagem e redução de
plantel; a Argentina e o Uruguai, outros players importantes do
comércio mundial, não têm escala para atender o mercado – a
Argentina, aliás, por questões internas até reduziu as vendas
externos; a União Europeia também não tem espaço para crescer
e volta-se para si, tentando atender às demandas dos novos
integrantes do bloco. Sobram o Brasil, a China e a Índia, estes
dois últimos estão crescendo, mas têm população superior a 1
bilhão de pessoas, o que significa que primeiro vão alimentar o
seu povo para depois exportar carne nos níveis necessários.
Pelo contrário, o Brasil já é o segundo maior produtor de carne
bovina do mundo e tem todas as condições de ampliar ainda
mais sua participação, inclusive ampliando as vendas externas.
Afinal, aqui há terras disponíveis, condições geográficas e
climáticas, produtores que sabem o que fazem, raças bovinas
excepcionais e genética de altíssima qualidade. Juntas, essas
condições tornam o Brasil incomparável em termos de pecuária
eficiente e a custos baixos.

