A Renascença do Cavalo Árabe no Deserto traz El Shawan ao Brasil
por Rogério Santos
O fantástico enriquecimento de muitos dos países Árabes
tem levado seus dirigentes não apenas a investir
pesadamente na modernização de seus países, mas
também a realizar grandes esforços para resgatar
sua milenar cultura. Neste item o Cavalo Árabe tem recebido
uma atenção muito especial. Os cheques ou “sheikhs”, como são
conhecidos em todo o mundo, imbuídos na preservação em seus
domínios daquilo que eles chamam de parte vital de sua herança,
não investem apenas na aquisição de Cavalos Árabes, mas também
promovem grandes eventos em seus países e patrocinam eventos
eqüestres ao redor do planeta, principalmente na Europa.
Como esse movimento é relativamente recente, a produção
de Cavalos Árabes dos sheikhs ainda não atingiu a mesma
repercussão que suas milionárias aquisições, com uma
significativa exceção, o Emir do Catar, Sheikh Hamad Bin
Khalifa Al Thani. O Sheikh Hamad transformou o Catar na
pedra fundamental da renascença do Cavalo Árabe no Oriente
Médio. Em 1992, três anos antes de receber o governo de
seu país, ainda na condição de chefe das forças armadas do
Catar, fundou o Haras Al Shaqab e levou para lá alguns dos
mais extraordinários exemplares da raça Árabe disponíveis na
época. O reflexo desse investimento e da talentosa criação do
criatóharas
Al Shaqab veio em 1995 com o nascimento de Gazal Al
Shaqab, que se transformou num dos grandes reprodutores do
Oriente Médio. Cinco anos depois nasceu seu filho Marwan
Al Shaqab, considerado hoje um dos maiores fenômenos da
criação mundial da raça..

