O início
Por Antonio Carlos Pinheiro Machado
Foi em 1960. Eu, zootecnista do Departamento de Produção
Animal (DPA), da Secretaria de Agricultura do Rio
Grande do Sul, fui designado para acompanhar o leilão de
machos e fêmeas das raças Charolês, Pardo-Suíço e Jersey, da
Estação Experimental de Tupanciretã, que em tupi-guarani quer
dizer “Deus passou por aqui”. Eu costumo dizer que, naquele dia,
Ele não só passou como mateou, churrasqueou e sesteou.
Os recursos advindos daqueles leilões eram reinvestidos na
própria Estação, complementando as verbas orçamentárias da
rede de estações da DPA – localizadas em Uruguaiana, Vacaria,
São Gabriel, Montenegro e a já citada Tupanciterã.
Pelo dito, percebe-se que os leilões eram muito importantes.
Como órgãos oficiais, esses estabelecimentos somente poderiam
vender em remates públicos. Quem os realizada era o sr. Natorff,
fotógrafo do Serviço de Divulgação, que, justo na véspera do
leilão, fora acometido de mal súbito, em Porto Alegre, não
podendo atuar. ![]()

