A ciência ajuda a evolução da pecuária (por Marcos Besse)

Inseminação artificial, transferência de
embriões, fertilização in vitro, bipartição
de
embriões, IATF, sexagem de sêmen, clonagem...
As técnicas modernas potencializam a
qualidade genética dos animais superiores.
Há apenas duas décadas, a soma do rebanho bovino brasileiro
representava apenas 30% das cerca de 170 milhões de cabeças (dados do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que formam a população
bovina atual. De lá para cá, no entanto, muita coisa mudou na pecuária,
além do crescimento do plantel. O campo passou por uma verdadeira revolução
tecnológica, que mudou o jeito de o criador brasileiro trabalhar. Esse
salto, tanto quantitativo como qualitativo, deve-se não somente à profissionalização
das fazendas – que se tornam verdadeiras empresas pecuárias –, mas, também,
à modernização das práticas e às novas ferramentas de manejo, dentre elas,
a que envolve a reprodução. Inseminação Artificial e Transferência de
Embriões, tecnologias mais utilizadas até meados da década de 1990, ganharam
a companhia de outras técnicas, caso de Inseminação Artificial em Tempo
Fixo (IATF), Fertilização In Vitro (FIV) e Sexagem de Sêmen, tecnologias
incorporadas recentemente ao manejo das fazendas e que, aos poucos, começam
a ser usadas em larga escala por pecuaristas de todo o Brasil.

